Publicado por: Stéfano Junqueira | Outubro 3, 2008

Khajuraho

Há algumas semanas fui pra Khajuraho. Cidade dos templos de Kama Sutra. Para os hindus que viviam nessa região, existiam duas formas de atingir o nirvana: religião e sexo. Algo surpreendente num país onde existem vários tabus sobre o tema.
Seguem abaixo algumas fotos dos templos. Espero que ninguém se assuste…..rs

Publicado por: Stéfano Junqueira | Outubro 3, 2008

Se me olvido outra vez…

Tragédias são comuns no país, nem mesmo os próprios indianos se importam com o que acontece. As notícias saem quase toda semana: bombas, pisoteamento, alagamento…

Segue abaixo um resumo dos últimos acontecimentos:

http://indiatoday.digitaltoday.in/index.php?option=com_content&task=view&id=16432&issueid=73

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u451223.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u450438.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u429116.shtml

http://timesofindia.indiatimes.com/articleshow/3453768.cms

E no dia seguinte já se esquecem. Estão à espera da próxima notícia.

Último tumulto em Jodhpur

Último tumulto em Jodhpur

Jodhpur

Jodhpur

Publicado por: Stéfano Junqueira | Setembro 3, 2008

Buzine por favor

Buzine por favor

Buzine por favor

Não há regras no trânsito da Índia. Contra mão, moto sem capacete, três em uma moto, buzina. Tudo é permitido. Na verdade não é, mas também não existe muito controle.
É comum ver famílias em apenas uma moto: pai, mãe e filho; todos sem capacete. Motoristas andando na contra mão apenas por um atalho. Ou um ônibus com gente no teto porque está muito lotado.
Mas o que mais impressiona é a buzina. O trânsito funciona a base disso. Para ultrapassar, cruzar a rua, mudar de via, desviar do rickshaw, espantar as vacas: horn please!

Seis em uma moto

Seis em uma moto

Ônibus lotado

Ônibus lotado

Publicado por: Stéfano Junqueira | Agosto 29, 2008

Crescimento Econômico

A Índia cresceu 9% (PIB) no último ano, alavancada pelo setor de serviços. A maioria das empresas está focada no exterior. Muitas trabalham no horário europeu ou americano. É comum ver pessoas indo para o escritório em horários alternativos.
Porém, a verdadeira cara do país não é essa. A maioria ainda vive no campo (cerca de 70%), em “pequenas” vilas ao longo das estradas. A taxa de analfabetismo está em 40%.
A situação é precária na maioria das cidades, inclusive nas maiores. Cortes de luz e água são comuns, chegam a ser diários. No começo isso é difícil, mas é questão de se acostumar. O único problema é dormir a noite sem ventilador.
Acho que as coisas não estão acontecendo gradualmente. Parece que estão pulando etapas. Um país rural buscando se tornar uma potência. E é por isso que os números são expressivos. É mais fácil atingir um grande crescimento quando se é pequeno.

Publicado por: Stéfano Junqueira | Agosto 27, 2008

Vacas são sagradas

Por que as vacas são sagradas? Fiz essa pergunta a vários indianos. Em resumo a resposta é a seguinte: são sagradas para o hinduísmo por ser uma fonte de leite, importante ingrediente para o iogurte e o paneer (queijo branco indiano, semelhante ao queijo minas), componentes da alimentação básica indiana. Por isso soltam vacas nas ruas das cidades e não comem carne vermelha.
Levo quase três meses na Índia, todo esse tempo sem carne vermelha. É uma ótima chance pra levar uma vida mais saudável, vegetariana. Provavelmente é o único país onde isso é facilmente possível. Há mais vegetarianos aqui do que em todo o resto do mundo. A proporção é meio a meio. Todos os restaurantes oferecem cardápio para os dois públicos.
Mas as vacas não são tão sagradas assim. Atrapalham demais o trânsito. Muitas são atropeladas e morrem no meio da cidade. Além disso, a maioria se alimenta de lixo, já que não existem tantas áreas verdes nas zonas urbanas.

Publicado por: Stéfano Junqueira | Agosto 12, 2008

Monções

As monções vão de Julho a Agosto. É o período de chuvas na Índia.
Disseram que esse ano não estava tão forte. Inicialmente chovia a cada três ou quatro dias. Agora, chove diariamente.
Por um lado é bom, ajuda a suportar o calor indiano. Porém, ao mesmo tempo, a bagunça se multiplica. Torna-se impossível andar por Gurgaon. Ruas cheias de lama, alagamento, e trânsito parado. Em Mumbai parece que é infinitamente pior.
Isso me lembra os verões chuvosos no Brasil. Todo ano a mesma coisa, todo ano. Porém, ninguém faz nada.

Lama em Gurgaon

Lama em Gurgaon

Crianças em rua alagada - Agra (perto do Taj Mahal)

Crianças em rua alagada - Agra (perto do Taj Mahal)

Agra

Agra

Publicado por: Stéfano Junqueira | Agosto 11, 2008

Casamento Indiano

Há alguns dias fui num casamento indiano. Era da irmã do amigo de um amigo, esse tipo de coisa. As 20:30 h de uma terça-feira fomos pra Délhi.
Foi num Buffet. Mulheres de sarees e tatuagens de rena. Homens de kurtas e turbantes.

Homens de turbante

Homens de turbante

Tatuagem de Rena

Tatuagem de Rena

É tudo muito animado. O noivo chega de carruagem, ao som de música Punjab (muito famosa na Índia). Entra e espera pela noiva. Ela vem depois, com um habitual atraso.

Inicialmente, trocam colares de flores e sentam para a sessão de fotos. Depois, têm o jantar com os pais e pessoas mais próximas

Porém, a cerimônia em si acontece depois, apenas com pouquíssimas pessoas. Os noivos vão para outro lugar fechado, com uma tocha ao centro. Andam ao redor do fogo enquanto um Brahma, pessoa de casta superior, canta mantras abençoando o casamento.

Publicado por: Stéfano Junqueira | Agosto 1, 2008

São Gays?

Muitos perguntaram sobre os dois indianos de mãos dadas no vídeo do post anterior: são gays? A resposta é não.
A primeira vez que vi indianos de mãos dadas foi ainda na Alemanha. Em Frankfurt, durante a conexão, vi dois amigos caminhando pela área de embarque. Naquele dia achei que fossem gays. Depois, já em Délhi, comecei a ver mais casos. Não é possível!
Foi então que me contaram, isso é comum por aqui. Cheguei a conversar com um amigo indiano sobre isso, contei toda a história e o que pensava. Fui chamado de preconceituoso.
Entretanto, quando se trata de casais, raramente isso acontece. Beijo então, nem pensar! Vi apenas dois casais de mãos dadas em cerca de dois meses. Em geral andam um ao lado do outro, apenas isso. Talvez nunca veja um beijo em público.
Porém, confesso que ver homens de mãos dadas ainda me chama a atenção. Principalmente quando andam com os dedos entrelaçados, como se fosse um casal no primeiro mês de namoro.
Talvez façam isso porque é a única maneira de mostrarem afeto por uma pessoa em público.
Talvez…

Publicado por: Stéfano Junqueira | Julho 14, 2008

Vídeo

Semana corrida. Deu tempo de fazer um vídeo. Minha rua num dia normal pela manhã.
Não se assustem!…..rs

Publicado por: Stéfano Junqueira | Julho 2, 2008

Desliga o A/C

Minha rotina é a seguinte: levanto às 8 horas da manhã. Me arrumo e como alguma coisa. Espero Matteo (italiano) e Yaya (chinesa) baterem na porta. Vamos juntos ao trabalho. Então, saio do ar-condicionado (A/C).
Em geral tomamos um Rickshaw. Sempre sento na parte de trás, vejo tudo passar. O caminho é rápido, cerca de 10 minutos. Saímos na frente de casa, atravessamos duas quadras. É onde a maior parte das vacas fica, comem o lixo jogado na rua. Viramos à esquerda, chega o mercadinho. Os indianos ficam no chão, de cócoras, a espera dos clientes. Primeira à direita, agora com menos poeira. Nessa rua seguimos, por mais três quadras, até a avenida. Tá quase, mais alguns metros: “Baya, bas!” (não sei se é assim que escreve). Uma das poucas coisas que sei em Hindu, isso seria: “Amigo, pára!”.
Volto pro A/C, trabalho…
No fim da tarde, recolho tudo e saio. Voltando pro mundo real. É pisar fora do trabalho que sinto o país de novo; porém, mais uma vez, é por pouco tempo. Somente durante o caminho pra casa.
De noite vamos pra terraça. É quando sempre fico pensando: será que estou vivendo a Índia de verdade? Acho que ainda não, preciso desligar mais o A/C.

Abaixo, seguem algumas fotos: de onde trabalho, minha rua e um Rickshaw.


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